Celebração do Domingo de Ramos na Diocese de Tete

Com a celebração do Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, iniciamos a semana santa, a “semana maior” da Liturgia da Igreja, recordando os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Neste Domingo, 29 de março, já iniciamos a celebração da Páscoa. Hoje, os católicos da Diocese de Tete, nas suas 43 paróquias, e mais de 1250 comunidades cristãs, fizeram memória da entrada de Cristo em Jerusalém para celebrar a sua Páscoa. Levando ramos nas mãos, significando a esperança da chegada do Messias, percorreram estradas de cidades, vilas e aldeias, em direcção às igrejas e capelas para celebrar o Dia do Senhor fazendo memória celebrativa e viva da sua entrada em Jerusalém.

No coração da cidade de Tete, como já é tradição, os católicos da Paróquia da Catedral e da Paróquia de São Paulo, se uniram para a cerimónia de bênção dos ramos. Depois, cada paróquia, percorrendo a avenida Eduardo Mondlane, a artéria principal da cidade de Tete, se dirigiu para a sua paróquia, erguendo ramos em procissão, reconhecendo que o Messias tão esperado está no meio de nós e, olhando para Jesus, aclamando: “Hosana, ao Filho de David”.

O Bispo de Tete presidiu à Missa na Catedral, demasiado pequena para acolher a todos. Na sua homilia, Dom Diamantino Antunes recordou, que o “Domingo de Ramos” é também é “Domingo da Paixão”. O mesmo Jesus aclamado festivamente ao entrar em Jerusalém, como recorda o evangelho do dia, foi levado aos tribunais, condenado e crucificado, experimentando a humilhação do Servo do Senhor em vista de nossa salvação.

Estátua de Gonçalo da Silveira devolvida à Diocese de Tete

Em 1961, para celebrar os 400 anos da morte do Padre Gonçalo da Silveira, na actual cidade de Tete foi levantada uma estátua de mármore em sua memória colocada junto da Igreja Matriz de São Tiago Maior de Tete, onde hoje se encontra a Universidade Católica. Tete recordava assim o seu primeiro evangelizador, pois este missionário católico jesuíta aqui esteve em 1560. 

Em 1975, com a nacionalização do antigo Colégio de São José e da igreja de São Tiago, a estátua foi removida do seu lugar e guardada algures num armazém no coração da cidade. Alguns dias atrás, alguém "descobriu" a existência da estátua do glorioso missionário e advertiu o bispo de Tete. Feitas as devidas consultas, houve a autorização de devolver ao seu dono a estátua. Agradecemos ao Governo Provincial! 

O Padre Gonçalo da Silveira foi o primeiro e mais famoso missionário jesuíta português em terras de África e protomártir da África Austral. Nasceu em Almeirim, a 23 de Fevereiro de 1521 e foi martirizado no Monomotapa, no actual Zimbabwe, a 15 de Março de 1561. Doutorado em Teologia e grande Pregador, primeiro Superior da Comunidade e Igreja de São Roque, em Lisboa. Pede a Missão da Índia, onde foi Provincial dos Jesuítas, de 1556 a 1559, sucessor neste cargo de São Francisco Xavier.. Em seguida, ofereceu-se para África, vindo a ser missionário nas terras ao longo do rio Zambeze, desde a sua foz (Quelimane), passando por Tete, até ao Monomotapa (Zimbabwé), onde foi martirizado, acusado de ser feiticeiro, com apenas 40 anos de idade.

Hoje, dia 28 de Março de 2026, na vigília do início da Semana Santa a estátua do Padre Gonçalo da Silveira foi colocada em frente da Igreja Catedral de Tete de modo que os tetenses a possam ver e descobrir este personagem histórico. Agradecemos ao senhor Armando Soares e à Empresa TCO por nos ter transportado e colocado no seu lugar tão artística e pesada estátua de mármore.

Reabilitada Residência Missionária de Fonte Boa

Depois de meses de trabalho, já está reabilitada e habitada a residência dos missionários da Missão de Fonte Boa, no distrito de Tsangano, Diocese de Tete.

A residência, construída pelos padres Jesuítas em 1951, estava bastante deteriorada. Foi necessário um trabalho de reabilitação que comportou a substituição do telhado, teto falso, renovação da instalação electrica e hidraulica e por fim pintura.

Os trabalhos maiores foram executados pela empresa Pedras Negras enquanto que acabamentos finais estiveram a cargo do leigo João Cordeiro, com a colaboração de um grupo de jovens de Fonte Boa.

Na casa já reside o novo pároco de Fonte Boa, padre Sandro Faedi.

O objectivo futuro da casa é ser a residência episcopal da futura diocese de Ulonguè, cuja igreja-catedral está ali mesmo ao lado e recentemente construída.

Agradecemos a todos aqueles que de perto e de longe ajudaram na reabilitação deste edifício histórico de fonte Boa.

Benção do Novo Ano Lectivo na Escola Secundária da Missão de Boroma

Cada novo ano escolar é um momento de esperança e compromisso, pois traz muitas oportunidades para o crescimento de todos, de modo particular dos alunos. Neste contexto, a bênção dos alunos e dos professores pode fazer toda a diferença. Por isso, cada ano, a Escola Secundária Comunitária de São José de Boroma, na Diocese de Tete, celebra a Missa de abertura do ano lectivo com a bênção dos alunos e professores.

Este ano, a Missa foi celebrada no dia 27 de Março. Foi presidida pelo Bispo de Tete, Dom Diamantino Antunes, e concelebrada pelo Padre Lucas Borges da Costa, reitor do Santuário de Boroma e pelo Padre Martinho Remane, pároco da Paróquia de Boroma e participada pelos alunos, professores, encarregados de educação e equipa missionária de Boroma.

Na homília, o Bispo de Tete, recordou a responsabilidade de todos, professores, alunos, encarregados de educação e equipa missionária, no esforço educativo de fazer com que os alunos possam ter um bom rendimento académico e chegar ao fim do ano com um significativo crescimento intelectual, humano e espiritual. Dirigindo-se aos alunos, encorajou-os com as seguintes palavras: tenhais sabedoria e vontade para aprender, paciência para os desafios novos e muita alegria nas conquistas de cada dia. Deus vos abençoe e ilumine com a sua sabedoria e amor.

No final da Missa, foi premiado o melhor aluno da escola no ano lectivo 2025. Trata-se do Helder Moiane, natural de Boroma, que ganhou um abiciclecta para se poder deslocar para a escola.

A Escola de Boroma, fundada pelos Jesuítas em 1885, é uma das mais antigas e famosas escolas da Província de Tete. Conta com 760 alunos, da 7ª à 12ª classe, 27 professores. É uma escola comunitária. Na sua direcção e gestão colabora a Comunidade Sementes do Verbo de Boroma.

Tomada de Posse do Novo Pároco de Fonte Boa

No dia  22 de Março, 5º Domingo da Quaresma, Padre Sandro Faedi, Missionário da Consolata, tomou posse como pároco da Paróquia do Imaculado Coração de Maria de Fonte Boa.

A cerimónia da tomada de posse decorreu durante a Santa Missa presidida pelo Bispo de Tete, Dom Diamantino Antunes, e concelebrada pelo Padre Joaquim Biriate, até ao momento responsável pela paróquias, e pelo próprio padre Sandro.

Depois de 80 anos de presença em Fonte Boa, desde a fundação da missão, os padres Jesuítas acharam ser já o tempo de entregar a paróquia de Fonte Boa à diocese de modo que seja provida por outros sacerdotes enquanto eles continuarão a trabalhar na paróquias de Msaladzi, Lifidzi, Chabwalo e ultimamente na Paróquia de Nossa Senhora Mãe de África na cidade de Tete.

Na homilia o bispo de Tete agradeceu a disponibilidade do Padre Sandro, que desde 2024 estava a trabalhar em Portugal,  em voltar a Moçambique, à Diocese de Tete, para aceitar este empenho pastoral. 

Convidou-o, juntamente com a equipa missionária e os animadores e responsáveis dos grupos e movimentos, a dar o melhor de si para preparar a paróquia a ser a sede episcopal da futura diocese de Ulonguè. 

Além da construção da nova igreja, futura catedral, também foi reabilitada a residência missionária que será a fura residência do primeiro bispo de Ulonguè.

Dirigindo-se aos fiéis presentes, padre Sandro agradeceu a confiança que o bispo confiou nele. Apesar de não ser jovem, dará, com a sua experiência e zelo missionário, o melhor para o bem da paróquia.

Na Paróquia de Fonte Boa trabalham as Irmãs Beneditinas da Divina Providência, cuja superiora provincial, Irmã Maria José, está nestes dias em visita à comunidade de Fonte Boa.

Desejamos ao padre Sandro Faedi um fecundo trabalho pastoral.

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