Ordenação do Padre José Jaime Changa na Paróquia de Fingoé na Marávia

No dia 29 de Julho, Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Bispo de Tete presidiu à Missa e ordenação sacerdotal do Padre José Jaime Changa Meque, do clero diocesano, na Paróquia de Nossa Senhora da Consolata de Fingoè, distrito da Marávia.

Foi uma ocasião de festa e de grande alegria para os católicos de Fingoè testemunharem a ordenação do primeiro sacerdote natural desta paróquia, a qual foi criada em 2014.

Não foram apenas os católicos da Marávia que marcaram presença, também um bom grupo de católicos da cidade de Tete, principalmente da Paróquia de São Daniel Comboni de Chingodzi Norte, paróquia na qual o Padre José Jaime desenvolveu o seu ministério diaconal, fizeram o grande esforço de estar presentes. Sim, porque não é fácil chegar a Fingoè, vila que dista a 270 quilómetros da cidade de Tete, e o último troço, de Luía a Fingoè, é em terra batida e encontrasse em más condições. São necessárias 8 horas de viagem! Também a quase totalidade do sacerdotes diocesanos de Tete, os missionários da Consolata, e algumas religiosas missionárias fizeram o esforço por estar presentes apesar das distâncias e falta de transporte. Valeu a pena. Foi uma celebração bonita de ver. O coro, as dançarinas, o acolhimento deram o melhor de si para que a Missa tocasse o coração de todos.

Na homilia, Dom Diamantino Antunes, manifestou a sua alegria pela ordenação de mais um sacerdote diocesano, e convidou a todos a estar próximos e apoiarem o seu clero. Agradeceu os Missionários da Consolata pelo esforçado e com bom resultados que estão a realizar nas paróquias/missões da Marávia e do Zumbo, uma grande parcela da diocese de Tete que ficou abandonada e esquecida durante muitos e prolongados anos e que agora está a demonstrar grande vitalidade cristã e missionária. Foi nesta região que os missionários da Consolata chegaram em Moçambique há 100 anos atrás, quando assumiram a cura pastoral da Missão de São Pedro Claver de Miruro, no Zumbo. Depois de alguns anos foram obrigados a deixar a missão e a concentrar-se no Niassa. Regressaram em 2013 para retomar o trabalho missionário.

A Diocese de Tete, com a ordenação do Padre José Jaime, conta hoje com 23 sacerdotes diocesanos.      

Missionários da Consolata Celebram 100 Anos de Missão em Moçambique: Olhar o Passado com GratidãoRATIDÃO

Os Missionários da Consolata encerraram no fim de semana, de 21 e 22 de Junho, no Missão-Santuário de Nossa Senhora da Consolata de Massangulo (Niassa) as comemorações do Centenário da sua presença e missão em Moçambique. Nos 100 anos da sua história houve sofrimento, fracasso, a alegria de partilhar, a coragem de começar, a confiança para continuar e sobretudo muita obra feita e muitas vidas potenciadas pela sua ação.

Por esta razão, missionários e centenas de peregrinos oriundos das paróquias e missões de Moçambique fundadas por este instituto da Consolata marcaram presença em Massangulo para dar graças a Deus pela evangelização e promoção humana, obra de centenas de Padres e Irmãos, do Rovuma ao Maputo, do Índico ao Zumbo. 

Foi próprio no distrito de Zumbo, na Missão de São Pedro Claver de Miruro, na actual Diocese de Tete, que os primeiros missionários da Consolata chegados a Moçambique em 1925 iniciaram a sua actividade evangelizadora em Moçambique. 

Há cerca de 10 anos atrás voltaram a esta antiga missão, e iniciaram um importante trabalho de evangelização, ainda não acabado, nesta região leste da Diocese de Tete (os distritos de Zumbo e da Marávia) que ficou durante quase 50 anos abandonada, privada de missionários.  

Apoiados na fidelidade de Deus e na companhia de Maria Consolata, e a exemplo do São José Allamano, seu Fundador, rezemos para que o vento do Espírito os lance para o futuro, com a confiança posta n’Ele porque Jesus encarnou e precedeu-nos na construção de um mundo mais humano, mais solidário, onde reina a bondade, a verdade e a justiça.

Missa e procissão na Solenidade do Corpo de Deus

No Domingo, 22 de Junho, as paróquias da Diocese de Tete viveram de modo muito intenso a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo. Houve primeiras comunhões e procissão do Corpo de Deus.

O Bispo de Tete presidiu à Eucaristia da solenidade na Catedral de Tete. Houve primeiras comunhões das crianças e adolescentes que se prepararam ao longo destes anos na catequese. Também foi a ocasião, em comunhão com toda a Igreja, para celebrar o Jubileu dos Governantes, contando coma presença da Secretária de Estado e de outras autoridades a nível provincial.  

Da parte da tarde, como já é habitual, centenas de fiéis das 10 paróquias da cidade de Tete participaram na tradicional Procissão do Corpo de Deus, a qual teve início na Paróquia de São José e se concluiu na Paróquia da Catedral, atravessando as ruas da cidade de Tete ao longo de 10 estações onde se fez uma paragem com a proclamação da Palavra de Deus, breve reflexão e bênção com o Santíssimo Sacramento. Com o bispo de Tete participaram os sacerdotes das paróquias de Tete, ministros extraordinários da distribuição da comunhão, acólitos, e muitos fiéis, com destaque para as crianças que receberam neste dia a comunhão pela primeira vez.

A procissão foi um louvor ao Deus connosco, presente na Eucaristia, da parte de um povo sacerdotal que oferece a sua vida porque recebe a vida de Deus, seu alento, seu alimento.

Profissão Religiosa da Irmã Betânia da Comunidade Sementes do Verbo VERBO

A conclusão do Retiro da Vida Consagrada da Comunidade Sementes do Verbo, teve lugar na igreja do "Calvário de Santa Helena" em Évora (Portugal), no passado dia 21 de Junho, a Profissão Religiosa de um grupo de Irmãs da Comunidade Sementes do Verbo. Uma das professas foi a Taina, agora Irmã Betãnia, da Comunidade Sementes do Verbo da Missão de Boroma, Diocese de Tete. A Irmã Betânia é arquitecta e tem colaborado com muita competência nos trabalhos de reabilitação e construção da Missão de São José de Boroma.

A Missa foi presidida por Dom Francisco José Senra, arcebispo de Évora, que deu ação de graças pela Comunidade Sementes do Verbo por viver a profunda graça da Adoração Perpétua, e agradeceu o trabalho pastoral realizado pela Comunidade em Vila Viçosa e Évora.

A Arquidiocese de Évora mantém laços de colaboração com a Diocese de Tete, além da presença comum da Comunidade Sementes do Verbo, seminaristas e um sacerdote da Diocese de Tete estudam na Arquidiocese de Évora.

Desejamos à Irmã Betânia uma fecunda vida religiosa e apostólica.

Minas de Moatize: Reabilitação da Capela de Santa Bárbara

A Diocese de Tete acaba de reabilitar mais outro edifício histórico ligado à evangelização e à educação em Tete: a antiga capela de Santa Barbara das minas de Moatize.

Construído no Bairro dos mineiros da mina de Moatize em 1940, o edifício foi a primeira escola e o primeiro templo religioso da actual cidade de Moatize.

Aqui estudaram e receberam os sacramentos centenas de crianças, jovens e adultos cujas famílias acorriam a Moatize por motivos de trabalho. 

Em 1975 o edifício foi nacionalizado e passou a funcionar apenas como escola. O mau uso e falta de manutenção levou a que a estrutura, apesar de sólida e bem construída, estivesse em ruína e fosse abandonado pela escola por falta de segurança.

Em 2023 o Bispo de Tete fez o pedido ao Governo provincial para que devolvesse a estrutura à diocese de Tete para a sua reabilitação. Como em outras ocasiões, o pedido foi aceite e foi possível iniciar os trabalhos de reabilitação. Foi mantida a traça arquitetónica original do edifício, substituído o telhado,  colocado janelas e portas, pintado e construido um muro de vedação.

Agora o edifício está disponível para os católicos que vivem no Bairro 1º de Maio de Moatize poderem reunir-se para a oração, catequese e outras actividades de carácter religioso e social.

Agradecemos o Irmão Serafino Piras e a sua equipa de trabalhadores por mais este excelente trabalho de reabilitação.

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